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Como fazer aniversário muda a sua opinião sobre felicidade

Luiza Sahd

12/04/2018 05h00

Pela 33ª vez, hoje é meu aniversário. Se repete todos os anos em abril desde a época em que eu não tinha dentes pra traçar brigadeiros, mas os votos de “Felicidades” continuam me fazendo parar, uma vez ao ano, para pensar realmente no que “felicidade” significa. Em cada um, cheguei a conclusões diferentes.

Teve o ano em que fiz a viagem mais mística da vida, sozinha, para um trabalho. Lá, cheguei à conclusão de que felicidade é ter a consciência do que somos neste planeta. Três dias depois da volta, já estava tomando banho com mais de sete minutos.

Antes, houve a festa surpresa em um combo de aniversário + despedida da cidade onde eu morava. O menino que eu gostava me deu um ramalhete de flores na frente de todo mundo. Aos 13 anos, você chega à conclusão de que felicidade é ganhar flor do menino que você gosta.

Depois, lá pelos 24, o menino que eu gostava (e namorava) me deu um empurrão durante minha festa de aniversário porque eu estava dançando de modo insinuante com meu amigo… que é gay. Aos 24 já é hora de você chegar à conclusão de que a felicidade pode estar ou não atrelada ao menino de quem você gosta. Precisa aprender a gostar.

No aniversário de 30 anos também rolou uma festona com despedida, dessa vez para outro país. Marquei num bar meio caro e em alguma altura já complicada da noite, percebi que tava todo mundo mais doido do que o Inri Cristo de lambreta e que aquela conta poderia não só ficar caríssima como sobrar pra mim. Felizmente, não sobrou. Cheguei à conclusão de que felicidade é ter com quem dividi-la, mas inclui planejamento financeiro.

Hoje, pesquisei um pouco sobre o conceito de felicidade (o passar dos anos te deixa meio bunda mole para comemorações) e confesso que acabei indo parar em um link de lindas  frases d’O Pensador sobre felicidade. Quase todos os caras espertos acham que a felicidade só existe quando mais de uma pessoa participa dela.

 

Enquanto fazia a pesquisa, confesso que fiquei meio infeliz deletando e-mails de marcas se aproveitando da data para tentar garfar uns trocados meus.

Felizmente, fui interrompida por mensagens de parabéns e até pela delicadeza do amigo que, acreditando que ainda estamos em 1998, tem a ousadia de telefonar todos os anos. Telefonar! Desta vez, me ligou do Qatar. Acho tão absurdo que fico esperando sempre por esse momento para me chocar de novo.

Voltando ao foco da pesquisa deste ano, finalmente cheguei à conclusão de que eu estava procurando algo que vive embaixo do meu nariz, como acontece com quase tudo o que a gente perde. A felicidade deve ser tipo uma criança que se esconde atrás da porta e se mata de rir, bem baixinho, enquanto você fica chamando por ela. Na maioria das vezes, ela vem te dar um susto quando você desiste de procurar, já meio puto com a brincadeira.

Então eu vou ali sentar e esperar essa pentelha passar por mim. Espero que ninguém tenha anotado as dicas porque não adianta nada: ano que vem, vou mudar de opinião e você também.

Sobre a autora

Luiza Sahd é jornalista, escritora e especialista em mídias digitais. Colaborou nas revistas Tpm, Superinteressante e Playboy, falando sobre comportamento, ciência, viagem, amor e sexo.O que realmente importa: já entrevistou Inri Cristo, já flertou com Bruno de Luca usando um abadá e, sob influência de Shakira, vive na Espanha há dois anos rebolando para viver da sua arte.

Sobre o blog

Um espaço seguro para a troca de experiências tão reais quanto bastidor de selfie ou conversa de comadres lavando a calçada da vila. Aqui, a dor da gente sai no jornal sim.

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